Não. Os dois sistemas não se opõem. Complementam-se.
Uma bomba de calor ar/água funciona de forma ideal quando as temperaturas exteriores são moderadas. Com frio intenso (abaixo de -5 °C, aproximadamente), o seu rendimento diminui e o consumo elétrico aumenta. É precisamente nesse momento que uma salamandra a lenha ou a pellets se revela mais eficaz. Assume o papel principal e alivia a bomba de calor nos períodos de maior consumo.
Outra vantagem: em caso de corte de eletricidade, uma salamandra a lenha continua a funcionar. Uma bomba de calor, não. Esta independência energética é um argumento de peso nas regiões expostas a condições meteorológicas severas.
Muitos proprietários combinam hoje os dois sistemas. A bomba de calor assegura o aquecimento de base. A salamandra oferece um complemento nos picos de frio e proporciona um conforto de radiação que nenhum radiador consegue igualar.
Um diálogo entre o seu técnico de aquecimento e o seu instalador de salamandras permite dimensionar ambos os sistemas para que funcionem em conjunto.
Sim. As regulamentações recentes (Ecodesign, EN 16510) aplicam-se aos aparelhos novos colocados no mercado, não aos já instalados na sua habitação. A sua salamandra atual continua perfeitamente utilizável. Nenhuma regulamentação europeia o obriga a retirá-la.
Dito isto, um aparelho antigo (15 anos ou mais) apresenta um rendimento claramente inferior ao de um modelo recente. Consome mais madeira para produzir menos calor e as suas emissões de partículas são mais elevadas. Para dar uma ideia: uma salamandra moderna consome até 8 vezes menos madeira do que uma lareira aberta para a mesma quantidade de calor (fonte: EMEP/EEA Air Pollutant Emission Inventory Guidebook, 2023).
Substituir um aparelho antigo por uma salamandra moderna significa ganhar em conforto (calor mais bem distribuído, vidro que se mantém limpo mais tempo), reduzir o consumo de madeira e melhorar a qualidade do ar, tanto interior como exterior.
O seu revendedor pode avaliar a sua instalação atual e aconselhá-lo sobre a pertinência de uma substituição.
Sim. Com um sistema de chaminé concêntrica, uma salamandra a pellets Stûv pode ser instalada numa habitação sem chaminé existente.
A saída faz-se pelo telhado (terminal vertical). Em determinadas situações, a saída pela fachada pode ser possível, dependendo da regulamentação municipal e das condições do edifício.
Os aparelhos da gama sP20 (sP20-S, sP20-B e sP20-in) são certificados na classe de estanquidade CM50 ou CC50 segundo a EN 16510-2-6, o que os torna adequados para habitações de elevado desempenho energético (NZEB/SCE).
O seu revendedor Stûv autorizado avalia a viabilidade e dimensiona a instalação segundo a EN 13384-1.
Uma chaminé concêntrica é um sistema de "tubo dentro de tubo". O tubo interior evacua os gases de combustão. O espaço entre os dois tubos conduz o ar fresco necessário à combustão a partir do exterior do edifício.
Este princípio torna a instalação independente do ar da divisão. Fala-se de aparelho "estanque". O aparelho não consome ar interior, o que é particularmente adequado para habitações de elevado desempenho energético (NZEB).
Uma única perfuração no telhado é suficiente para ambas as funções: evacuação de fumos e entrada de ar comburente.
O terminal vertical sai pelo telhado, acima ou junto à cumeeira. É a configuração mais comum e é adequada para todos os casos: construção nova, renovação, habitação individual e coletiva.
O terminal horizontal sai pela fachada. Em Portugal, esta configuração não está especificamente regulamentada a nível nacional para salamandras a pellets. A viabilidade depende da regulamentação municipal e das condições do edifício. Em condomínios, pode ser necessária a aprovação da assembleia de condóminos.
A gama sP20 é compatível com a configuração de terminal vertical.
O diâmetro padrão de saída dos aparelhos a pellets Stûv é de 80 mm. A chaminé concêntrica utilizada é do tipo Ø 80/125 ou Ø 80/130, consoante o fabricante.
As chaminés concêntricas para aparelhos a pellets estanques devem ter a marcação CE segundo as normas EN 14989-2 e/ou EN 1856-1/2.
Os principais fabricantes que oferecem sistemas concêntricos certificados CE são:
- Poujoulat: gama PGI (Ø 80/130)
- Modinox: gama PLA (Ø 80/125)
- Dinak: gama Diflux Pellets (Ø 80/125)
- TEN / Bioten (Ø 80/130)
- Isotip Joncoux: gama Apollo Pellets (Ø 80/130)
O instalador profissional assume a total responsabilidade pela conceção da instalação. Escolhe o sistema adequado, dimensiona a chaminé segundo a EN 13384-1 e assegura a conformidade com a regulamentação em vigor.
Uma instalação é considerada estanque quando o funcionamento do aparelho é independente do ar da divisão onde está instalado. O ar necessário à combustão é captado do exterior do edifício através da chaminé concêntrica, não do espaço habitado.
Esta configuração é particularmente adequada para habitações de elevado desempenho energético (NZEB/SCE). Evita comprometer a estanquidade do edifício com uma entrada de ar separada.
Para que uma instalação seja estanque, duas condições devem estar reunidas: o aparelho deve ser certificado como estanque (classes CM, CC, CM50 ou CC50 segundo EN 16510-2-6) e a chaminé deve ser um sistema concêntrico com marcação CE. A conceção da instalação é da responsabilidade do instalador profissional.
Sim, duas configurações são possíveis.
A primeira consiste em inserir uma chaminé concêntrica completa no interior da chaminé existente, que funciona então como conduta técnica. A chaminé existente deve ter uma secção interior suficiente (mínimo 140 × 140 mm ou Ø 140 mm para uma conduta de evacuação de Ø 80 mm).
A segunda consiste em entubar a chaminé existente com um flexível em aço inox para a evacuação dos fumos e utilizar o espaço anular entre o entubamento e a alvenaria para a entrada de ar comburente. No topo, instala-se um terminal concêntrico vertical.
Em ambos os casos, um diagnóstico prévio da chaminé existente é indispensável: verificação da passagem livre, do estado, da estanquidade e do dimensionamento. O seu instalador autorizado realiza este diagnóstico.
A classe de estanquidade de um aparelho a pellets determina as configurações de instalação autorizadas.
Um aparelho certificado em classe C, CM ou CC (sem o sufixo 50) só pode ser ligado a uma chaminé com terminal vertical, saindo pelo telhado.
Um aparelho certificado em classe CM50 ou CC50 oferece um nível superior de estanquidade. Em determinadas situações e dependendo da regulamentação local, esta certificação pode também permitir um terminal horizontal pela fachada.
Os aparelhos da gama sP20 (sP20-S, sP20-B e sP20-in) são certificados CM50 ou CC50. É uma das razões pelas quais oferecem maior flexibilidade de instalação.
Sim. O insert a pellets sP20-in foi concebido para se integrar num nicho de parede ou numa lareira existente, tal como um insert a lenha convencional. Liga-se a uma chaminé concêntrica de Ø 80 mm, segundo os mesmos princípios das salamandras a pellets sP20-S e sP20-B.
O sP20-in é compatível com os nichos existentes dos inserts a lenha Stûv s30-in e s30.3-in. Permite transformar uma lareira aberta ou um insert a lenha num aparelho a pellets de alto rendimento, sem modificar o nicho nem a chaminé, sujeito a validação pelo instalador.
Tal como as salamandras da gama sP20, o insert sP20-in é certificado em classe de estanquidade CM50 ou CC50.
Toda a combustão emite partículas. Isto aplica-se tanto à madeira como ao gás ou ao gasóleo. A questão pertinente não é "uma salamandra emite partículas?" mas sim "quantas?".
A grande maioria das emissões de partículas finas associadas à madeira provém de lareiras abertas e aparelhos antigos que funcionam com madeira húmida. Uma salamandra conforme à regulamentação Ecodesign, utilizada corretamente com madeira seca (teor de humidade inferior a 20 %), emite até 9 vezes menos partículas finas do que uma lareira aberta (fonte: EMEP/EEA Air Pollutant Emission Inventory Guidebook, 2023). A combustão é quase completa. Os rendimentos ultrapassam os 80 %.
A madeira é, além disso, uma energia renovável. Uma árvore absorve CO2 ao crescer e liberta a mesma quantidade ao arder. O balanço de carbono é considerado equilibrado à escala de um ciclo florestal gerido de forma sustentável. Por isso, é essencial utilizar madeira proveniente de florestas geridas e manter o aparelho em bom estado de funcionamento.
Três fatores fazem a diferença para reduzir o seu impacto: um aparelho recente, madeira seca e manutenção regular (incluindo a limpeza da chaminé).
Uma salamandra a pellets é um aparelho autónomo, colocado na divisão. Não necessita de chaminé existente. O aparelho é visível na sua totalidade e liga-se a uma chaminé pela parte superior ou traseira.
Um insert a pellets é um aparelho de encastrar. Integra-se num nicho de parede ou na abertura de uma lareira existente. Apenas a face frontal fica visível. O insert desaparece na parede em favor do fogo.
A Stûv propõe ambos os formatos na gama sP20, que partilha as mesmas tecnologias:
- sP20-S: salamandra a pellets com vidro curvo, para espaços amplos
- sP20-B: salamandra a pellets compacta, pouca profundidade, grande autonomia (32 kg de pellets)
- sP20-in: insert a pellets de encastrar, concebido para se integrar na parede
Os três aparelhos funcionam por convecção natural, sem ventoinha em utilização normal. Estão equipados com o queimador flor patenteado pela Stûv e certificados em classe de estanquidade CM50 ou CC50.
O mercado dos pellets segue ciclos sazonais. Os preços sobem no outono e no inverno, quando a procura é elevada. Descem na primavera e no verão. É um padrão recorrente, comparável ao de outros combustíveis.
Ninguém consegue prever a evolução dos preços a longo prazo. O que sabemos: o pellet de madeira continua a ser uma das fontes de calor mais económicas por kWh na Europa, mesmo após as subidas de 2022-2023.
Para controlar o seu orçamento, tem duas alavancas. A primeira: comprar fora de época (entre abril e agosto) e armazenar em local seco. A segunda: utilizar pellets certificados ENplus A1. Um pellet de qualidade garante um melhor rendimento do aparelho e reduz a acumulação de resíduos, o que diminui os custos de manutenção.
O seu revendedor pode orientá-lo para fornecedores locais fiáveis.